PARANÁ

160 ANOS E UMA “SAGA” PARA CONTAR

 

“Quem não sabe seu Passado… Não vislumbra seu Futuro”.

 

A idéia de fazer  “A Saga”  surgiu entre uma conversa do diretor e roteirista Manaoos Aristides e o diretor executivo de TV Jorge Guirado (Cascavel), fazer dramaturgia fora do eixo Rio/São Paulo e colocar atores de renome nacional em contato com atores e figurantes de mais de 30 locações e cidades do interior.

No elenco principal, amigos de longa data do diretor como: João Vitti, Raymundo Souza, Danilo Faro, Valdir Fernandes, Gabriela Alves, Alexandro Malvão, Denis Derkian, Débora Santos, Olga Bongiovanni, Jeferson Godói, Emilio Pitta, Carlos Eduardo Vilas Boas, Helena Portela, Claudete Pereira Jorge, Munir Kanaan, Kauê  Crepaldi. Além do Igor Rickli de Ponta Grossa, presente com destaque na série e juntamente como os atores: Ires Cogo, Tito Mendes, Cristian Machado e muitos atores iniciante de todo Estado. Num total de mais de cinco  mil participantes.

A história do Paraná, de nossa gente, de nossa terra próspera e frutuosa, começa bem antes de sua emancipação política, quando ainda era uma Comarca da Província de São Paulo no Século 19 em pleno ano de 1853. Bem antes de batalhas aguerridas, de colonos desbravadores, de terra plantada, de rios bravios e de sangue, suor e lágrimas de seu povo.

Começa sim em 1541, quando o desbravador espanhol “Cabeza de Vaca” cruzou todo o território dos campos gerais e o exuberante Cânion do Guartelá, até chegar às Cataratas do Iguaçu, uma viaje “admirável e audaciosa”. De lá para cá, toda essa história, toda esta senda laboriosa de ocupar e colonizar as terras das altivas araucárias, dos rios caudalosos e planícies verdejantes, não poderia ser contado senão por uma “saga”, “A SAGA – da Terra vermelha Brotou o Sangue”.

 

Juntando Séculos – 12 anos de filmagens

 

O Roteirista e Diretor Manaoos Aristides, há doze anos se propôs a contar essa história, porém sabia que não seria fácil transportar este Épico Paranaense para as telas em formato de teledramaturgia. Apesar de sua experiência como Diretor na TV Globo (SP), TV Bandeirantes (SP) e TVs do Paraná (E-Paraná), entre outras emissoras, sabia das dificuldades de se produzir fora do eixo Rio – São Paulo, uma série de envergadura, com um enredo temporal que ia do Século XVI até meados dos anos 60.

Muitas estórias entrelaçadas, muitos personagens, muitas cidades de grande importância no desenrolar da trama, que tudo se anunciava quase impossível, uma utopia na cabeça de um Diretor visionário. No entanto, bastou começar a pesquisa e as andanças por todo o Paraná, que Manaoos Aristides com sua visão televisiva e experiência dramatúrgica, encontrou o manancial de histórias e personagens já prontos. As cidades e seu povo, os fatos históricos e documentos, já estavam ali  latentes, vibrantes, como se esperassem por alguém que lhes viesse descortinar a memória.

E foi assim, que há doze anos surgiu não só a idéia, mas foi dado o início daquela que viria a ser “A SAGA – Da Terra Vermelha Brotou o Sangue” – o épico em 16 capítulos contando a história da ocupação e colonização do Estado do Paraná. Mais do que uma série, é um Documento (com D maiúsculo) da formação, vida, costumes e lutas do povo Paranaense, que nunca antes havia se visto retratado de maneira tão fidedigna e glamorosa nas telas.

 

A História dos paranaenses

 

            Em 1542 o explorador espanhol Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca desembarca na Ilha de Santa Catarina, e percorreu o caminho conhecido como “ Peabiru ”, cerca de 1.600 kilometros que cortavam o atual Estado do Paraná no sentido Leste-Oeste, e era utilizado pelos índios que iam ao mar buscar sal. A caminho de Assunción, descobriu as Cataratas do Iguaçu.  Nessa caminhada, Cabeza de Vaca, tomou posse das terras que hoje constituem o Estado do Paraná, em nome do rei da Espanha Carlos I, batizando as novas terras como “Província de Vera”. Somente dois séculos depois Foz do Iguaçu entra nessa história. Ela  começa em 1888, quando o Capitão Belarmino Augusto Mendonça Lobo nomeou o Tenente José Joaquim Firmino para desbravar o extremo oeste paranaense, instalando a Colônia Militar de Foz do Iguaçu na fronteira entre Paraguai e Argentina. O Tenente Firmino partiu de Guarapuava no dia 25 de novembro do mesmo ano, levando aproximadamente oito meses para concluir sua jornada e chegar em Foz do Iguaçu.

 

Colonos e Revolucionários

 

            Só aquele princípio já seria o suficiente para vários enredos, mas “A SAGA” não parou por aí. Conta com clareza e riqueza de detalhes as histórias da colonização o estado como um todo, fatos históricos que se passaram em terras paranaenses, como a visita de Santo Dumont às Cataratas, a passagem da Coluna Revolucionária de Luiz Carlos Prestes, em 1924 e todos os acontecimentos ocorridos no Estado, que influenciaram a política em todo o País daquela época.

Outros personagens, não menos importantes são retratados em “A SAGA”, como Ângelo Antonio Hernandes, Doutor Moisés Bertoni, Frederico Engel Rios, José Neves Formighieri,  Leonardo Wichoski,  Jorge Schimmelpfeng, Sandálio dos Santos, Francisco Natel de Camargo entre muitos outros.

A SAGA” retrata ainda as histórias de muitas cidades, importantes na colonização do Paraná. O que antes eram vilarejos, ou apenas “lugarejos” de passagens de tropas e tropeiros, constituem o marco verdadeiro da colonização, e hoje são as importantes cidades do interior: Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Cascavel, Guarapuava, Toledo, Marechal Rondon, entre tantas outras.

São tantas histórias, tantas vidas, tantos personagens revividos, que 16 capítulos de 1 hora quase foram poucos para traduzir tamanha grandeza da obra. Mais do que um entretenimento, “A SAGA” torna-se um dos mais importantes documentos históricos do Paraná, onde seu povo pode enxergar sua história e suas tradições com admiração e orgulho.

As primeiras gravações de A Saga foi em 1999 com a construção das duas primeiras cidades cenográficas, uma em Porto Mendes e a outra em Cascavel. Em 2003 foi erguida também em Foz do Iguaçu uma cidade com 26 edificações entre elas o Hotel das Cataratas. Enfim num total de 72 edifícios e cabanas representando a época das casas de madeira inclusive com o telhado em tabuas lascadas no machado.

 

 

Talento Paranaense

 

            O mais incrível em toda a produção de “A SAGA”, sem dúvida foi a formação do elenco. Atores renomados que vieram para desempenhar importantes papéis se juntaram aos talentos escondidos na própria população das localidades onde houve locações e filmagens, e nas cidades de importância histórica para a trama. Foi assim que atores globais como:  Roberto Bomtempo (A Casa das Sete Mulheres/ Pantanal), Raimundo de Souza (Terra Nostra / Vidas Opostas), João Vitti (Éramos Seis/ Despedida de Solteiro/Um Só Coração), Valdir Fernandes (Mandacaru/ Grandes Sertões Veredas/Meu Pé de Laranja Lima), Gabriela Alves (Salsa e Merengue/ Tocaia Grande/ Mulheres de Areia), Denis Derkian (Duas Cara/ Ninho de Serpente/ Cara a cara), Helio Zach (Vejo a Lua no Céu/Anos Rebelde),Munir Kanaan (O Profeta/Duas Cara), Danilo Faro (Malhação/ Meu Cunhado), Olga Bongiovanni (Apresentadora de TV),  entre outros, se juntaram aos artistas locais e pessoas comuns que faziam a figuração, porém não adivinhavam que surgiriam verdadeiros atores que alcançariam o estrelato, alavancados pela oportunidade em “A SAGA”. É o caso, por exemplo, do ator Igor Rickli, da novela Flor do Caribe. Igor Rickli foi escolhido em um teste para elenco, pelo Diretor Valdir Fernandes de “A SAGA” na cidade de Ponta Grossa, quando filmavam os episódios na cidade. Assim como Jeferson de Godói de Guarapuava, que conquistou um importante papel na trama de A Saga, Jeferson fez um curso de cinema e contracena com vários atores experientes, hoje mora na cidade de Pinhão/PR e esta escalado para fazer novos trabalhos.  Outro talento paranaense é Adilson Girardi de Cascavel/PR, onde já havia participado de vários comerciais, e trabalhou em 6 novelas globais, reforçando assim a fama de Celeiro de Talentos que o Paraná tem.

Mas não são somente famosos que fizeram parte da produção. O povo paranaense vai se ver, literalmente, nas telas da TV. Mais de 5 mil participantes entre: atores, figurantes e profissionais de produção, trabalharam em “A SAGA”, fazendo desta a maior produção de teledramaturgia já realizada fora do eixo Rio/São Paulo. Em todas as cidades onde ocorreram as filmagens, milhares de pessoas foram selecionadas, criando um elenco sem igual, em terras paranaenses.

As belíssimas paisagens naturais do Paraná serviram de cenário para a trama cheia de personagens reais e fictícios que se misturam com datas e fatos que marcaram a história do Estado. O projeto visionário começou a ser desenvolvido em 1999 em Cascavel sendo que deste período até a finalização, a equipe ficou sem filmar durante alguns  anos. Porto Mendes, Catanduvas, Ponta Grossa, Tibagi, Castro, Pirai do Sul, Porto União/SC, União da Vitória, Imbituva e as belezas dos campos gerais, Pinhão, Faxinal do Céu, Guarapuava, Campo Largo, Morretes e Antonina com a Mata Atlântica e o centro histórico, e as praia de Shangri-lá e Pontal do Paraná e na ultima etapa Mandirituba.

As interrupções possibilitaram histórias curiosas, como a de Daniel Petroscki, de Ponta Grossa, escalado para fazer um personagem na pré-adolescência. No inicio das filmagens ele tinha 11 anos. Para o papel do personagem já adulto, o planejamento era colocar outra pessoa. Contudo, com os anos de intervalo fizeram com que o próprio ator assumisse os dois papéis. Hoje, o ator tem 22 anos.

Uma vitória do Diretor Manaoos Aristides, que divide generosamente com todos os profissionais da produção:

 

–“Foi uma saga, dentro da própria A SAGA” diz o Diretor, “…penso que nenhum outro Estado brasileiro, reuniu tanto talento local, tanto esforço, tanta dedicação para contar sua própria história, como fizemos aqui no Paraná”.

 

A SAGA e a Educação Paranaense

 

            Não passa despercebida (ou pelo menos não deveria passar) aos olhos dos Gestores da Educação no estado, a importância dessa Série, no contexto educacional do Paraná. Esta é uma Obra digna de ser levada à todas as instituições de ensino, pela importância que tem em retratar  a história de nossa terra e nossa gente, resgatando fatos esquecidos ou nada conhecidos da formação e colonização do Estado. O Diretor Manaoos Aristides. já trabalha numa versão mais “ligth” de “A SAGA” para que após sua exibição em Rede Nacional, a série possa se tornar uma ferramenta importante para ser trabalhada nas Escolas da rede Pública e Privada do Paraná

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            “–Claro que o intuito maior é fazer com que “A SAGA” seja um entretenimento dos mais agradáveis e interessantes enquanto minissérie televisiva. Mas é evidente que não podemos desprezar o grande valor Histórico e Educacional, como um documentário da formação do Estado do Paraná”, define o Diretor.

 

A Série “A SAGA – Da Terra Vermelha Brotou o Sangue”, está para entrar em circuito de exibição Nacional pela TV BRASIL e E-PARANA , mas com pré-lançamento para convidados e  com entrega de Certificados de participação em todas as cidades de todo o interior onde ocorreram as gravações e filmagens, e onde houve a participação de milhares de figurantes no enredo da obra.

 

Elenco

Roberto Bomtempo (A Casa das Sete Mulheres/ Pantanal), Raymundo de Souza (Terra Nostra / Vidas Opostas), João Vitti (Éramos Seis/ Despedida de Solteiro/Um Só Coração), Valdir Fernandes (Mandacaru/ Grandes Sertões Veredas/Meu Pé de Laranja Lima), Gabriela Alves (Salsa e Merengue/ Tocaia Grande/ Mulheres de Areia), Munir Kanaan (O Profeta/Duas Caras), Alessandro Malvão (Kubanakan / Sete Pecados), Adilson Girardi (Almas Gêmeas, Duas caras), Helio Zach (Anos Rebeldes), Denis Derkian (Cara a cara, Ninho de Serpente),  e os atores paranaenses: Emilio Pitta (Capitu/ Beleza Pura/ A Grande Família) Claudete Pereira Jorge, Helena Portela, Carlos Vilas Boas e o radialista e compositor Claudio Ribeiro. Foi nas filmagens em Ponta Grossa que o então diretores : Valdir Fernandes e Manaoos Aristides, acreditaram um estreante e escalaram para um papel de destaque, foi assim que surgiu um grande ator Igor Rickli, hoje com destaque na novela Flor do Caribe na Rede Globo.

Além do elenco principal, foram convidados para participações especiais a apresentadora de Tv Olga Bongiovanni  e Responsáveis  pela trilha sonora Waltel Branco, Arthur de Carvalho e Marlos Garcia e sonorização o produtor  Kennedy Telles.

Musicas – Tema – Arthur de Carvalho e Waltel Branco nas vozes de: Juliana Valiati, Arthur de Carvalho  Biolange Maravilha.,.

 

Sem dúvida, “A SAGA – Da Terra Vermelha Brotou o Sangue”, é uma Obra da Teledramaturgia que não encontra similar pela sua singularidade:

Feita com o povo, pelo povo e para o povo.

(Manaoos Aristides)

 

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